Definição de cocktail

Um coquetel ou cacharolete ou cocktail é uma mistura de duas ou mais bebidas, normalmente uma delas alcoólica, à qual costumam ser adicionados outros ingredientes, como gelo, açúcar, mel, entre outros. É servido em festas e eventos sociais.

Muito se usa o termo “coquetel” para distinguir qualquer mistura entre bebidas (alcoólicas ou não). No entanto, apesar de o termo ser abrangente, “drinque” é o vocábulo correto – termos como sour, punch, cobbler, crusta ou flip, por exemplo, existem há mais tempo que cocktail. O termo highball derivou como uma classe dentro dos coquetéis, por exemplo. É comum chamar misturas com duas partes apenas de duos e com três de trios.

A História

Não é clara a origem do coquetel como conhecemos hoje. A mistura de bebidas alcoólicas com outros líquidos é feita desde a Grécia Antiga, quando misturava-se água ou mel ao vinho.
O termo em si surgiu na Inglaterra em 1798 para se referir a alguns tipos de bebidas. Jornais e revistas estadunidenses também começaram a usar o termo pouco tempo depois para se referir a misturas alcoólicas. Por volta de 1860, Jerry Thomas lançou o primeiro livro de receitas de drinks americano. Nele, um coquetel era uma mistura que continha ao menos um licor na composição. Algumas das receitas com cocktail no nome também continham os bíteres como opção de ingrediente, o que era inédito até então. Alguns exemplos de coquetéis populares atualmente que seguem esse antigo padrão de receita são o Manhattan, o Old Fashioned e o Sazerac, por exemplo.

O termo highball surgiu pela primeira vez durante os anos 1890 para distinguir um coquetel composto apenas por uma bebida destilada e um outro ingrediente (suco, refrigerante, açúcar etc.). Outros termos mais antigos, como ponches, sours, toddies, entre outros, usados para certas “famílias” de drinques e receitas que compartilham um mesmo tipo de ingrediente e preparo foram incorporados com o tempo ao significado do termo “coquetel”.

A primeira cocktail party registrada foi realizada em maio de 1917, em St. Louis (Missouri), por Julius S. Walsh. Com mais de 50 convidados, a festa durou pouco mais de uma hora, começando pela manhã até o almoço à uma hora da tarde. O local da festa ainda existe: Lindell Boulevard, 4510. Em 1924, a arquidiocese de St. Louis comprou a mansão de Walsh e a usa como residência desde então.

Durante a Lei seca nos Estados Unidos (1920–1933), os coquetéis e drinques se tornaram extremamente populares, misturar destilados a sucos, xaropes e açúcar se tornou uma prática comum para mascarar a baixa qualidade das bebidas alcoólicas disponíveis. Os coquetéis eram servidos em estabelecimentos conhecidos como speakeasy, bares ilegais da época. Os drinques eram servidos bem doces e preparados de maneira desleixada (sem se atentar às proporções e doses, por exemplo), o que facilitava a ingestão rápida – uma consideração importante, já que o local podia ser invadido pelas autoridades a qualquer momento.

Os coquetéis passaram por um período de decadência durante a década de 1960 até o começo da década seguinte, sendo poucos os drinques daquela época que ainda são servidos atualmente. Eles voltaram à popularidade com a explosão das misturas de vodca nos anos 1980. O período do começo dos anos 2000 até hoje é conhecido como renascença na cultura dos drinques, com o resgate da mitologia dos drinques e atenção aos detalhes de como os drinques eram preparados antes da lei seca nos Estados Unidos.

Fonte: «The Cocktail’s Origin, The Racecourse, The Ginger, Part I» (em inglês). Beer et seq. Janeiro de 2017. Consultado em 23 de setembro de 2017

Categorias: BlogHistória

Deixe uma resposta